O fordismo surgiu em 1914 e foi uma ideia do norte-americano Henry Ford. O modelo de produção industrial revolucionou a produção de automóveis e acabou se expandindo para outras fábricas além da Ford.
Todavia, este modelo foi adaptado do taylorismo, desenvolvido na Europa por Frederick Taylor. Nesse sentido, algumas mudanças na linha de montagem e também a padronização dos produtos fabricados permitiram uma alta produtividade aliado ao baixo tempo de produção.
Antes do fordismo aparecer, o modelo de produção automobilística era artesanal. Contudo, para que o seu modelo de produção desse certo, Henry Ford investiu em maquinário e instalações adequadas que acabariam por facilitar a produção.
Origem do fordismo
Nos finais do século XIX, a Segunda Revolução Industrial aumentou consideravelmente a produção de mercadorias, assim como o número de indústrias espalhadas pelo mundo. Nesse sentido, as inovações tecnológicas surgiram como forma de aumentar as produções, em um espaço de tempo menor.
Foi Frederick Taylor o primeiro a conseguir atender essas novas adequações do mercado de trabalho, criando o taylorismo. Este sistema baseava a produção no tempo de movimento dos trabalhadores, adaptando cada funcionário ao ritmo da máquina, com menos interrupções na linha de produção e mais produtividade.
Contudo, em 1909, o norte-americano Henry Ford conseguiu incrementar as ideias de Taylor, adaptando-as à indústria automotiva. Nesse sentido, o dono da Ford Motor Company conseguiu revolucionar a indústria e a forma com que as mercadorias eram produzidas.
Nesse sentido, Ford notou que, mesmo com as ideias de Taylor, a produção industrial ainda não era tão alta como se desejava. Como resultado disso, Henry Ford inseriu várias técnicas que proporcionaram produção rápida e também barata.
Fordismo e suas características
O modelo implantado por Ford era uma adaptação das ideias de Taylor, entretanto um pouco mais aprimoradas. No fordismo, por exemplo, a produção passava a ser inteiramente automatizada, sem nenhum resquício da produção artesanal.
Assim, o fordismo passava a ter características determinantes, como a padronização da produção, com modelos automotivos conhecidos como modelos T, além de inserir máquinas que cortavam e moldavam componentes dos veículos.
Outras inovações afetaram a linha de montagem, que trazia consigo uma esteira rolante que levava o produto ao funcionário, que permanecia em sua posição para a realização da demanda. Nesse sentido, o trabalhador poderia permanecer parado enquanto o automóvel passava pela esteira esperando a montagem certa e dividida em partes.
Todavia, o fordismo também se caracterizou pela diminuição do tempo de produção, resultado da padronização dos modelos e dos movimentos repetitivos dos operários nas fábricas. Assim, o modelo fordista tinha conseguido reduzir o tempo de produção de um automóvel.
Para se ter ideia, antes do fordismo, um veículo demorava cerca de 500 minutos para ficar pronto. Com a implementação do novo modelo, cada carro não demorava mais do que 2 minutos para ficar pronto.
Do mesmo modo, com a divisão rígida de tarefas, a produtividade conseguia aumentar seus números, enquanto os custos ficavam menores. Assim, os veículos da Ford acabaram sendo comercializados a preços acessíveis, resultado do barateamento dos produtos e da produção em massa.
Fracasso do fordismo
Por muitos anos a produção do fordismo deu frutos, sendo sucesso absoluto em pouco mais de duas décadas. O modelo T era o carro mais comum nos Estados Unidos, chegando a ser exportado para a Europa, logo após a Primeira Guerra Mundial.
Entretanto, devido à alta produção e ao preço acessível, este modelo acumulava grandes estoques excedentes que acabaram se acumulando e trouxeram uma crise de superprodução.
Nesse sentido, enquanto principal compradora, a Europa acabou se reestruturando e passou a adquirir cada vez menos os modelos T.
Durante a década de 1920, os europeus foram deixando de lado o comércio com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a indústria norte-americana continuava a acumular grandes números em sua produção automotiva e industrial, aumentando cada vez mais seus estoques.
Todavia, esse excedente na produção industrial, aliada a outros fatores econômicos pelos quais passaram os Estados Unidos, acabou desencadeando uma grande crise econômica nunca vista, conhecida como a crise de 1929.
General Motors
Entre os anos de 1945 e 1968, o fordismo foi um grande sucesso. Entretanto, a rigidez do trabalho imposto ajudou bastante para que esse modelo encontrasse o seu fim. Outro fator foi a implementação de um novo modelo vindo de outra fábrica, a General Motors.
Todavia, a GM concebeu novos modelos de carros com cores diferentes do preto tradicional montado na empresa de Henry Ford. Assim, diante destas inovações, a General Motors passava a Ford e se tornava a maior montadora do mundo.
Toyotismo
Nos anos 1950, o empresário japonês, Eiji Toyoda visitou as instalações da Ford, na cidade de Detroit, e ficou impressionado com o que viu. O fundador da Toyota acabou adaptando o modelo norte-americano à realidade do Japão, dando origem ao Toyotismo.
Esse modelo ganhou força na década de 1970, e trazia consigo algumas características diferentes das observadas no fordismo. Prova disso era a produção associada à venda direta, conhecida como just in case (traduzida como ‘na hora’).
Nesse sentido, a produção da Toyota estaria condicionada às demandas do mercado, excluindo qualquer necessidade de grandes estoques e até mesmo de espaços maiores como aqueles usados pela Ford para armazenar seu estoque.
Os japoneses empregaram tecnologia de maneira maciça e investiram no conhecimento dos seus operários. Algumas técnicas foram concebidas para alterarem o ritmo das máquinas durante a produção dos veículos. Assim, o emprego de tecnologia de ponta era obrigatório, além da demanda de flexibilização das funções dos trabalhadores.
Todavia, os anos se passaram e o toyotismo não era o único modelo da fábrica japonesa, sendo empregado em outras indústrias automotivas e, também, em outros segmentos. De qualquer forma, o auge do toyotismo se interliga com as novas tecnologias surgidas no que se pode chamar de Terceira Revolução Industrial.
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Fontes: Capital Research, Toda Matéria, Brasil Escola, Educa Mais Brasil, FM2S
Imagens: Sociologando, Blog Mackenzie, Fly Ford, Que Significado, Etimologia, GM, WorkClout
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